O patético fim da carreira de Eduardo Cunha, o usufrutuário.

Postado em 08 nov 2015
Quis tudo, vai terminar sem nada
Tinha mesmo que terminar em comédia a trágica tentativa de Eduardo Cunha de virar presidente da República.
A posteridade haverá de rir, tanto mais porque terá sido poupada da angústia de ver Cunha controlar a Câmara dos Deputados com seus métodos sujos.
É de Cunha a palavra do ano: usufrutuário. Bem a seu estilo tosco, ele errou ao pronunciá-la. Disse “usufrutário”.
Ele afirmou não ser dono do dinheiro das contas suíças, mas usufrutuário em vida.
Nas redes sociais, a palavra prontamente viralizou. Tornou-se sinônimo de ladrão.
A carne moída com a qual Cunha diz ter ganhado na mocidade o dinheiro das contas também se tornou um clássico imediato das piadas.
Zé Simão afirmou, com razão, que era mais fácil Cunha ter alegado que o dinheiro foi presente do Papai Noel.
Um colunista da Folha disse que a carne moída de Cunha serviu, exportada, para combater a fome na África.
Também entra na lista das piadas a declaração pateticamente tardia de Aécio contra Cunha.
Quer dizer: só agora Aécio descobriu que as provas são escandalosas, e que Cunha contamina e desmoraliza o Congresso.
É apenas uma coincidência que Aécio abandone Cunha quando morreram as esperanças de impeachment depositadas em Cunha.
Com a carne moída e com a condição de usufrutuário de Cunha falece a ilusão do impeachment para golpistas como Aécio.
Mais de um ano depois de perder mesmo com o apoio desvairado da imprensa, da Lava Jato e da Polícia Federal com seus vazamentos sórdidos, Aécio deve agora sossegar e fazer o que não fez este tempo todo: trabalhar. Honrar o dinheiro que o contribuinte lhe dá como senador.
Quanto a Cunha, em meio a gargalhadas gerais da nação, ele sai da história para entrar na comédia e desta, rapidamente, para a tornozeleira.
Ele é exatamente o modelo de político rechaçado, numa declaração famosa, por Mujica.
Mujica disse que política é para quem não está atrás de dinheiro. Quem quer dinheiro, completou, deve montar seu negócio e virar empresário.
Cunha entrou na política para ficar rico.
Se fosse menos ambicioso, e mais esperto, teria verdadeiramente se dedicado ao comércio de carne moída.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
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