Auditoria no TSE ‘mostra que PSDB é oposição patética e destrutiva’, diz Damous

TERCEIRO TURNO

Análise do partido de Aécio Neves é apresentada ao TSE sem apontar fraudes, adulteração de programas, de votos ou qualquer outro indício de violação no processo eleitoral que reelegeu Dilma Rousseff

por Eduardo Maretti, da RBA publicado 05/11/2015 18:26

ALEX FERREIRA / CÂMARA DOS DEPUTADOS
Wadih Damous
Para Wadih Damous (centro), atitude do PSDB colocou processo eleitoral sob suspeita e é irresponsável
São Paulo – O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pronunciou-se, na manhã de hoje (5), sobre a auditoria apresentada pelo PSDB, na qual não é apontada nenhuma evidência de adulteração de programas, de votos ou qualquer outro indício de violação ao sigilo nas eleições de 2014. Para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), o processo de auditoria promovido pelo PSDB “só mostra a oposição patética, destrutiva e antipatriótica que o PSDB faz, sem qualquer consequência”. Na opinião do parlamentar, ex-presidente da seção do Rio de Janeiro da OAB, o processo “também mostra que o PSDB não merece qualquer credibilidade nas suas intenções golpistas”.
Segundo Damous, a atitude do partido do candidato derrotado, senador Aécio Neves, não é só contra o PT ou o governo. “É uma atitude contra a Justiça Eleitoral, que põe sob suspeita o processo eleitoral brasileiro. É uma posição absolutamente irresponsável. O PSDB hoje é um partido patético”, afirma.
Após o pleito que reelegeu Dilma Rousseff, os tucanos entraram no tribunal com o pedido de auditoria especial para “tranquilizar” seus eleitores. Inconformados com a derrota, eles colocaram em dúvida a legitimidade dos votos em Dilma com manifestações de caráter agressivo nas redes sociais.
O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, afirmou em seu pronunciamento que o tribunal acolheu o pedido de auditoria do PSDB e registrou que o partido atrasou em quatro meses a entrega do relatório, apesar de ter acertado acordo pelo qual apresentaria o documento 30 dias após a última diligência (em 22 de junho de 2015). “O TSE teve toda tolerância com o partido e aguardamos até este presente momento para dar toda a transparência necessária ao processo eleitoral”, disse Toffoli.
O ministro ressaltou: “Volto a dizer que não foi encontrada nenhuma evidência” que apontasse para suspeita ou tese de fraude.
Como não encontrou nada que comprometesse a eleição, o PSDB se limitou a apresentar uma série de sugestões ao TSE sobre a urna eletrônica. Mas algumas dessas sugestões são obsoletas, já que o tribunal já as vinha adotando ou pretende implementar.
O partido de Aécio Neves recomendou, por exemplo, a realização de testes públicos de segurança do sistema eletrônico de votação e apuração. “Lembro que no dia 30 de abril deste ano, o plenário desta Corte já havia aprovado, por unanimidade, a resolução que torna obrigatória e periódica a realização desses testes”, respondeu Toffoli.
O PSDB pediu também “votação paralela adaptada ao sistema biométrico”. “A medida já está em estudo por este Tribunal quanto à sua viabilidade técnica e adequação para os futuros pleitos”, retrucou o presidente da corte.
A unificação do horário das eleições em todo o território nacional para evitar a demora no início da divulgação dos resultados, também requerida pelos tucanos, “poderá ser implementada para as eleições de 2018”, esclareceu Dias Toffoli.
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