Ex-presidente da Guatemala: ‘EUA estiveram implicados na minha demissão’

Ex-presidente da Guatemala, Otto Perez Molina gesticula enquanto era escoltado por policiais depois da audiência naCorte Suprema na Cidade da Guatemala, 3 de setembro de 2015.

Sputnik News – 26/10/2015

Ex-presidente da Guatemala afirmou que a sua demissão resultou da pressão norte-americana. Molina falava com jornalistas sobre o envolvimento dos EUA nos assuntos do país e na luta pelo controle do tráfico de drogas.

Otto Pérez Molina, ex-presidente da Guatemala, acusado de liderar uma rede de corrupção no país, renunciou ao cargo. Molina e a ex-vice-presidente Roxana Baldetti, que também renunciou por envolvimento no esquema, estão presos à espera de julgamento.

Na entrevista à agência de notícias RT o ex-presidente afirmou que os EUA tentavam expandir a sua influência à Guatemala desde os meados do século passado.
“Nos anos 1940 os EUA vieram e fizeram alguns testes nos guatemaltecos, especialmente doenças sexualmente transmissíveis, para os ver os resultados”, Perez Molina se queixa, dizendo que “o pedido de desculpas veio há três anos, mas não compensaram nada às famílias… Na década de 50 se realiza a derrubada do presidente, dizendo que que era de tendências comunistas e, obviamente, as armas, aviões e tudo foi recebido dos EUA”.
A Guatemala é um dos países em que os Estados Unidos travam guerra contra o tráfico de drogas.
“Os Estados Unidos consomem e, em vez de lutar pela redução do consumo, lutam aqui no nosso país e forçam os nossos países com poucos recursos a conduzir uma luta que é deles”, lamenta Molina. “Armas e dólares são trazidas dos EUA e nós temos perdas humanas, sofremos da violência e insegurança no nosso país”, se queixa Otto Pérez Molina.
O ex-presidente relaciona a sua situação como prisioneiro com a atividade da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG). Segundo ele, só após os EUA passarem a chefiar esta comissão da ONU, ele foi acusado da corrupção, que se baseia somente em depoimentos de testemunhas circunstanciais.
Molina disse que considera os EUA “completamente” coniventes com a sua demissão e que está pronto para comparecer no tribunal porque tem certeza de que nunca violou a lei.
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