A exploração do conhecimento racional até seu limite. Entrevista especial com Kathrin Rosenfield

UNISINOS – Domingo, 25 de outubro de 2015
“Ideias ‘desafiadoras’ de Hölderlin influenciaram Hegel de modo evidente na ‘Fenomenologia do Espírito'”, destaca a professora.
Imagem:arpose.blogspot.com.br

Hölderlin nos convida a explorar o conhecimento racionalaté o seu limite, para deixar vir à tona, no limiar do impensável, uma outra forma de ‘pensar’. O interesse pelo mito, pelas qualidades musicais das palavras, pelos misteriosos acordes e pelas dissonâncias exige uma postura pouco compatível com um sistemático discurso sobre o método, que se propõe a controlar as falácias da consciência subjetiva.” A reflexão é da filósofa Kathrin Rosenfield, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. A pesquisadora observa que esse poeta teve ideias desafiadoras, “porém escolhe interlocutores inadequados (Schiller e Goethe) em momentos inadequados. Isto sem dúvida contribuiu para o seu isolamento, ao passo que Hegeldeixa suas ideias maturarem, apresentando-as apenas como tratados sistemáticos. A precocidade dos insights do poeta acirrou seu estado de alienação (e permanece durante mais de trinta anos numa loucura quase hamletiana)”.

Kathrin observa que a influência mais forte de Hölderlin sobreHegel é evidente na Fenomenologia do Espírito (Petrópolis: Vozes, 2003): “Apesar do silêncio tenaz que Hegel manteve, a partir de 1804, a respeito de seu amigo alienado na torre de Tübingen, as ideias do poeta sobre o ritmo como forma própria do pensamento poético parecem ter exercido seu impacto secreto sobre a Fenomenologia. Um olhar aguçado descobrirá na ‘Introdução’ de Hegel ainda algumas tênues marcas da amizade juvenil com Hölderlin — marcas conceituais que comprovam a importância filosófica da ‘poeto-logia’ de Hölderlin”.
Kathrin Rosenfiled é graduada em Letras pela Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris III, França, mestre em Antropologia e História pela Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales – EHESS, França, e doutora em Ciência da Literatura pela Universidade de Salzburg, Áustria, com a tese Historicité et conceptualité de la littérature médiévale: Un problème d’Esthétique. É pós-doutora pela Universidade de Massachussetts Amherst (Phd em Literatura Comparada), Estados Unidos, e pela Ecole Normale Supérieure, França. É professora titular do Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Escreveu inúmeros artigos sobre Hölderlin, e de suas obras destacamos Antígona – De Sófocles a Hölderlin (Porto Alegre: L&PM, 2000) e Oedipus Rex? The Story of a Palace Intrigue (Colorado: James Davies, 2012).
Confira a entrevista.

Foto: youtube.com

IHU On-Line – Como podemos compreender a conquista do estético entre o Romantismo e a Modernidade?

Kathrin Rosenfield – Talvez seja legítimo dizer que a valorização do estético — já na filosofia de Kant [1] — modifica o racionalismo iluminista. Traços da hipervalorização da razão entendida como pensamento conceitual encontramos em todos os grandes filósofos sistemáticos pós-Kantianos, Fichte [2] e Hegel, [3] em particular.Hölderlin [4] também valoriza o potencial da consciência, mas ele vislumbra mais que os outros o horizonte do além da razão.
Hölderlin redescobre, ou lembra, de um modo de ser, sentir e pensar que escapa ao controle do entendimento, exigindo outros modos de “conhecimento”. Assim, ele opõe aos modos formais de pensar com conceitos e à lógica estrito senso a outra lógica das configurações poéticas.
Fragmentos
Neste sentido, é lamentável que os fragmentos teóricos de Hölderlin tenham suscitado mais interesse que sua poesia, e as Observações sobre Édipo e Antígona, mais comentários que as traduções das tragédias. Hölderlin nos convida a explorar o conhecimento racional até o seu limite, para deixar vir à tona, no limiar do impensável, uma outra forma de ‘pensar’. O interesse pelo mito, pelas qualidades musicais das palavras, pelos misteriosos acordes e pelas dissonâncias exige uma postura pouco compatível com um sistemático discurso sobre o método, que se propõe a controlar as falácias da consciência subjetiva. Um pensar que renuncia ao pro-duzir subjetivo, para deixar emergir o im-pensável que faísca e desvanece nas constelações da poesia (e nas técnicas do tradutor-poeta).

“Hölderlin redescobre, ou lembra, de um modo de ser, sentir e pensar que escapa ao controle do entendimento, exigindo outros modos de ‘conhecimento’”

IHU On-Line – Há alguma influência de Hegel nas poesias de Hölderlin, e uma influência do poeta sobre o filósofo?
Kathrin Rosenfield – Com poucas exceções, a obra e os fragmentos de Hölderlin antecedem a filosofia do amigo-filósofo Hegel. Os fragmentos filosóficos relevantes de Hölderlin são dos anos 1790. O poeta tem ideias desafiadoras, porém escolhe interlocutores inadequados (Schiller [5] e Goethe [6]) em momentos inadequados. Isto sem dúvida contribuiu para o seu isolamento, ao passo que Hegel deixa suas ideias maturarem, apresentando-as apenas como tratados sistemáticos. A precocidade dos insights do poeta acirrou seu estado de alienação (e permanece durante mais de trinta anos numa loucura quase hamletiana).
A influência mais forte de Hölderlin sobre Hegel é evidente na Fenomenologia do Espírito. Apesar do silêncio tenaz que Hegel manteve, a partir de 1804, a respeito de seu amigo alienado na torre de Tübingen, as ideias do poeta sobre o ritmo como forma própria do pensamento poético parecem ter exercido seu impacto secreto sobre a Fenomenologia. Um olhar aguçado descobrirá na “Introdução” de Hegel ainda algumas tênues marcas da amizade juvenil com Hölderlin — marcas conceituais que comprovam a importância filosófica da “poeto-logia” de Hölderlin.
IHU On-Line – Em que medida se pode atribuir a Hölderlin ser um dos poetas pioneiros da modernidade?
Kathrin Rosenfield – Muito antes de a antropologia estrutural legitimar os mitos como “pensamento” no sentido rigoroso de uma lógica discursiva própria (e como pensamento selvagem), Hölderlin debruçou-se sobre os mitos trágicos de Sófocles, [7] os hinos e fragmentos de Píndaro [8] com o objetivo de situar a consciência moderna. Ele não mais está preso na cega imitação dos antigos, mas procura definir melhor o lugar do sujeito civil-burguês a partir das diferenças para com as figuras do herói clássico ou dos cidadãos da polis grega. Para apoiar seu exame rigoroso das diferenças entre os pensamentos, gestos e ações de homens oriundos de culturas distantes, o poeta confia na literatura e no mito: a poesia constitui uma espécie de planta baixa das estruturas mentais e o imaginário da Antiguidade, voltado que é para as crises da ordenação da sociedade humana, lhe fornece o ponto de apoio para situar a consciência moderna, presa entre a experiência despótica das monarquias absolutas e os sonhos de autonomia suscitados pela Revolução Francesa — sonhos, porém, que em poucos anos já beiram o pesadelo e o terror. A empreitada trágica é para Hölderlin, como para o jovem Nietzsche, [9] uma reflexão profunda sobre os rumos da consciência moderna, sobre o lugar do indivíduo na sociedade, sua liberdade e responsabilidade no Estado.

“A empreitada trágica é para Hölderlin, como para o jovem Nietzsche, uma reflexão profunda sobre os rumos da consciência moderna”

IHU On-Line – Nesse sentido, qual é o fio condutor que perpassa as obras de Hölderlin e Kleist [10] a Musil [11]?
Kathrin Rosenfield – Hölderlin e Kleist são os primeiros poetas que viram o problema da antiga metafísica escolástica. Leram Kantcom uma intensidade incomum, o que se reflete na sua concepção do poético como forma de “pensamento” sui generis. No lugar da univocidade conceitual, a lógica poética coloca os sentidos estratificados das metáforas polissêmicas, ou as figuras que associam sentidos contraditórios num mesmo tecido poético. Esse modo de pensar a poesia tornou-se possível graças à Terceira Crítica de Kant (a Crítica da faculdade de Julgar), que concebe o juízo estético puro como livre jogo da imaginação e do entendimento. Trata-se de uma forma de pensamento que leva em consideração tonalidades de sensações e afetos.
A ligação com Musil é menos óbvia, embora o romancista tenha uma poetologia que gira em torno de articulações kantianas semelhantes às de Hölderlin e Kleist, apenas menos elaboradas. Musil gostava da seriedade e da precisão complexa da poesia de Hölderlin, a ponto de anotar no seu diário dos anos 1920: Hölderlin é o modelo ético e o paradigma literário da geração mais nova. (Musil, Tb I 360, 1920). E, quem lê com atenção o Homem sem qualidades (2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989), não pode deixar de notar que Musil toca na questão das traduções inovadoras que Hölderlin fez de Píndaro e de Sófocles — é bom lembrar que Hölderlin ficou esquecido entre 1800 e 1910 e foi redescoberto por Hellingrath, [12] justamente no período em que Musil começa a escrever. No grande romance musiliano, Agathe prefere a dura tradução do aluno de seu marido Hagauer à do filólogo pedante:
“A Lei da Natureza, rei de todos os mortais e imortais, reina e aprova o que há de mais cruel, com mão todo-poderosa!”
(Das Gesetz der Natur, der König aller Sterblichen und Unsterblichen, herrscht, das Gewaltsamste billigend, mit allmächtiger Hand!)
Hagauer, o pedante, corrige e arredonda:
A Lei da natureza, que reina em tudo sobre mortais e imortais, governa com mão onipotente, aprovando também a violência. 
(Das Gesetz der Natur, das über alle Sterblichen und Unsterblichen herrscht, waltet mit allmächtiger Hand, auch das Gewaltsame billigend. HsQ II/5, 501; MoE 704)
E depois a graciosa Agathe lembra ainda de uma outra tradução interessante — trata-se de um trecho deShakespeare, [13] que Agathe admira precisamente pela sua dureza modernista. Ela diz:
E não foi belo que o pequeno aluno, com o qual Hagauer não ficou nada contente, tenha traduzido as palavras com um frêmito tão literal e formidável, assim como as encontrou?, como um monte de pedras de uma ruína…
(Und es war doch schön, dass der Kleine in seiner Schule, mit dem Hagauer nicht zufrieden war, die Worte so wörtlich und schaurig übersetzt hat, wie er sie da liegen fand wie einen Haufen auseinandergefallener Steine. HsQ 501 s.; MoE II/5, p. 704–)
Ulrich admira a irmã como uma “pessoa que não ajeita (arredonda) um velho poema, mas deixa ser (aceita) a deterioração de seu sentido meio destruído” (HsQ II/5, 501; MoE 704). Eis os trechos nas três línguas:
Covardes morrem muitas vezes antes de morrer 
(Feige sterben oftmal vor ihrem Tod;)
Os valentes jamais provam do sabor da morte, fora uma vez. 
(Die Tapfern kosten niemals vom Tode ausser einmal.)
De todos os milagres que ainda ouvi — 
(Von all den Wundern, die ich noch habe gehört,)
Parece-me estranho que homens devam temer — 
(Es scheint für mich sehr seltsam, dass Menschen sollten fürchten,)
Vendo que a morte é um fim necessário — 
(Sehend, dass Tod, ein notwendiges Ende,)
Que virá quando quiser vir — 
(Wird kommen, wann er will kommen. — HsQ II/5, 501; MoE 704 Shakespeare, Julius Cesar, II, ii, 32-7)
Cesar:
Cowards die many times before their deaths. 
The valiant never taste of death but once. 
Of all the wonders that I yet have heard, 
It seems to me most strange that men should fear, 
Seeing that death, a necessary end, 
Will come when it will come.
Julius Cesar, II, ii, 32-7

“Musil gostava da seriedade e da precisão complexa da poesia de Hölderlin”

IHU On-Line – Em que sentido pode-se falar na poesia de Hölderlin como uma poesia “religiosa”, de religação com o todo que parece estar cindido? É correto falar em uma metafísica do artista a partir de sua obra?
Kathrin Rosenfield – A religiosidade peculiar de Hölderlin — o pietismo suabo — recebe impulsos decisivos da religiosidade grega, que o poeta conhecia bem através de suas intensas leituras dos clássicos. Karl Kerenyi [14] disse certa vez que não há outro poeta no mundo que sente e entende tão profundamente o enraizamento das divindades clássicas na natureza. Disto resulta o viés quase panteísta do pensamento hölderliniano, sua tolerância com relação às outras religiões e seu esforço de oferecer um sistema filosófico universal — uma concepção do mundo que abranja tudo — do físico ao metafísico. Hölderlin adivinhava em tudo essa unidade primordial — o Ser anterior aos juízos (Ur-teil — o termo alemão significa divisão primordial) e raciocínios do indivíduo.
IHU On-Line – Quais são os reflexos na poesia de Hölderlin de sua reclusão de 36 anos na torre às margens do Neckar?
Kathrin Rosenfield – Hölderlin escreveu pouco nos anos de sua reclusão. Mas ele compunha estranhos poemas assinados sempre com nomes que parecem debochar de si e do mundo. Desta forma, eu sempre fico com a impressão de que Hölderlin tenha escolhido a alienação como um refúgio que lhe permitiu ficar à distância de um mundo que não queria ouvir suas ideias precoces.
IHU On-Line – Quais são as razões para que, por muitos anos, sua poesia tenha sido incompreendida na Alemanha?
Kathrin Rosenfield – Em primeiro lugar, Hölderlin perdeu a proteção inicial que Schiller lhe concedera — sem dúvida por causa de alguns desacordos pontuais com as concepções teóricas do grande Mestre de Weimar. Nessa época, era um risco desafiar os protetores poderosos, e Hölderlin correu esse risco muito cedo na sua carreira. Mas há também a fragilidade psicológica do poeta, que perdeu o pai muito cedo, fato ao qual Laplanche [15] atribui muitos dos seus problemas e sua loucura. Depois há o medo que a loucura inspira aos próximos de uma pessoa. Os mais próximos amigos, Hegel e Schelling, ficaram constrangidos e angustiados. Hegel nunca mais menciona o nome de Hölderlin. Assim, muitos dos papéis do poeta devem ter se perdido. E há também a precocidade de suas ideias.
Por Márcia Junges e Ricardo Machado
Notas:
[1] Immanuel Kant (1724-1804): filósofo prussiano, considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, representante do Iluminismo. Kant teve um grande impacto no romantismo alemão e nas filosofias idealistas do século XIX, as quais se tornaram um ponto de partida para Hegel. Kant estabeleceu uma distinção entre os fenômenos e a coisa-em-si (que chamou noumenon), isto é, entre o que nos aparece e o que existiria em si mesmo. A coisa-em-si não poderia, segundo Kant, ser objeto de conhecimento científico, como até então pretendera a metafísica clássica. A ciência se restringiria, assim, ao mundo dos fenômenos, e seria constituída pelas formas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e pelas categorias do entendimento. A IHU On-Line número 93, de 22-03-2004, dedicou sua matéria de capa à vida e à obra do pensador com o título Kant: razão, liberdade e ética, disponível para download em http://bit.ly/ihuon93. Também sobre Kant foi publicado o Cadernos IHU em formação número 2, intitulado Emmanuel Kant – Razão, liberdade, lógica e ética, que pode ser acessado em http://bit.ly/ihuem02. Confira, ainda, a edição 417 da revista IHU On-Line, de 06-05-2013, intitulada A autonomia do sujeito, hoje. Imperativos e desafios, disponível em http://bit.ly/ihuon417. (Nota da IHU On-Line)
[2] Johann Gottlieb Fichte (1762-1814): filósofo alemão. Exerceu forte influência sobre os representantes do nacionalismo alemão, assim como sobre as teorias filosóficas de Schelling, Hegel e Schopenhauer. Fichte decidiu devotar sua vida à filosofia depois de ler as três Críticas de Immanuel Kant, publicadas em 1781, 1788 e 1790. Sua investigação obteve a aprovação de Kant, que pediu a seu próprio editor que publicasse o manuscrito. O livro surgiu em 1792, sem o nome e o prefácio do autor, e foi saudado amplamente como uma nova obra de Kant. Quando Kant esclareceu o equívoco, Fichte tornou-se famoso do dia para a noite e foi convidado a lecionar na Universidade de Jena. Fichte foi um conferencista popular, mas suas obras teóricas são difíceis. Acusado de ateísmo, perdeu o emprego e mudou-se para Berlim. Seus Discursos à nação alemã são sua obra mais conhecida. (Nota da IHU On-Line)
[3] Friedrich Hegel (Georg Wilhelm Friedrich Hegel, 1770-1831): filósofo alemão idealista. Como Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, tentou desenvolver um sistema filosófico no qual estivessem integradas todas as contribuições de seus principais predecessores. Sobre Hegel, confira no link http://bit.ly/ihuon217 a edição 217 da IHU On-Line, de 30-04-2007, intitulada Fenomenologia do espírito, de Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1807-2007), em comemoração aos 200 anos de lançamento dessa obra. Veja ainda a edição 261, de 09-06-2008, Carlos Roberto Velho Cirne-Lima. Um novo modo de ler Hegel, disponível em http://bit.ly/ihuon261, e Hegel. A tradução da história pela razão, edição 430, disponível em http://bit.ly/ihuon430. (Nota da IHU On-Line)
[4] Johann Christian Friedrich Hölderlin (1770-1843): poeta lírico e romancista alemão. Conseguiu sintetizar na sua obra o espírito da Grécia antiga, os pontos de vista românticos sobre a natureza e uma forma não ortodoxa de cristianismo, alinhando-se hoje entre os maiores poetas germânicos. Em 1788 iniciou seus estudos em Teologia na Universidade de Tübingen, como bolsista. Lá conheceu Hegel e Schelling, que mais tarde se tornariam seus amigos. Devido aos recursos limitados da família e de sua recusa em seguir uma carreira clerical, Hölderlin trabalhou como tutor para crianças de famílias ricas. Em 1796 foi professor particular de Jacó Gontard, um banqueiro de Frankfurt, cuja esposa, Susette, viria a ser seu grande amor. Susette Gontard serviu de inspiração para a composição de Diotima, protagonista de seu romance epistolar Hipérion. (Nota da IHU On-Line)
[5] Johann Christoph Friedrich von Schiller (1759-1805): poeta, filósofo e historiador alemão, tido como o mais importante dramaturgo alemão. Schiller foi um dos grandes homens de letras da Alemanha do século XVIII, e juntamente com Goethe, Wieland e Herder é representante do Romantismo alemão e do Classicismo de Weimar. Sua amizade com Goethe rendeu uma longa troca de cartas que se tornou famosa na literatura alemã. Sua poesia também é famosa, como por exemplo a “An die Freude”, que inspirou Ludwig van Beethoven a escrever, em 1823, o quarto movimento de sua nona sinfonia. (Nota da IHU On-Line)
[6] Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832): escritor alemão, cientista e filósofo. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do Romantismo europeu, nos finais do século XVIII e inícios do século XIX. Juntamente com Schiller foi um dos líderes do movimento literário romântico alemão Sutrm und Drang. De suas obras, merecem destaque Fausto e Os sofrimentos do jovem Werther. (Nota da IHU On-Line)
[7] Sófocles: dramaturgo grego. Viveu em Atenas, cerca de 400 anos antes da Era Cristã. Considerado um dos mais importantes escritores gregos da tragédia. Édipo Rei, Antígona e Electra são as suas peças mais conhecidas. (Nota da IHU On-Line)
[8] Píndaro (522 a.C.-443 a.C.): também conhecido como Píndaro de Cinoscefale ou Píndaro de Beozia, foi um poeta grego, autor de “Epinícios” ou “Odes Triunfais”, e autor também da célebre frase “Homem, torna-te no que és”. Chegaram-nos um total de 45 epinícios, divididos em quatro livros, conforme o nome dos jogos que celebravam: Olímpicas, Píticas, Nemeias e Ístmicas. (Nota da IHU On-Line)
[9] Friedrich Nietzsche (1844-1900): filósofo alemão, conhecido por seus conceitos além-do-homem, transvaloração dos valores, niilismo, vontade de poder e eterno retorno. Entre suas obras figuram como as mais importantes Assim falou Zaratustra (9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998), O anticristo (Lisboa: Guimarães, 1916) e A genealogia da moral (5. ed. São Paulo: Centauro, 2004). Escreveu até 1888, quando foi acometido por um colapso nervoso que nunca o abandonou até o dia de sua morte. A Nietzsche foi dedicado o tema de capa da edição número 127 da IHU On-Line, de 13-12-2004, intitulado Nietzsche: filósofo do martelo e do crepúsculo, disponível para download em http://bit.ly/Hl7xwP. A edição 15 dos Cadernos IHU em formação é intitulada O pensamento de Friedrich Nietzsche, e pode ser acessada em http://bit.ly/HdcqOB. Confira, também, a entrevista concedida por Ernildo Stein à edição 328 da revista IHU On-Line, de 10-05-2010, disponível em http://bit.ly/162F4rH, intitulada O biologismo radical de Nietzsche não pode ser minimizado, na qual discute ideias de sua conferência A crítica de Heidegger ao biologismo de Nietzsche e a questão da biopolítica, parte integrante do Ciclo de Estudos Filosofias da diferença — Pré-evento do XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana. Na edição 330 da revista IHU On-Line, de 24-05-2010, leia a entrevista Nietzsche, o pensamento trágico e a afirmação da totalidade da existência, concedida pelo Prof. Dr. Oswaldo Giacoia e disponível para download em http://bit.ly/nqUxGO. Na edição 388, de 09-04-2012, leia a entrevista O amor fati como resposta à tirania do sentido, com Danilo Bilate, disponível em http://bit.ly/HzaJpJ. (Nota da IHU On-Line)
[10] Bernd Heinrich Wilhelm von Kleist (1777–1811): foi um poeta, romancista, dramaturgo e contista alemão. É conhecido por sua comédia O Jarro Quebrado, pela tragédia Pentesileia bem como por seu conto Michael Kohlhaas. (Nota da IHU On-Line)
[11] Robert Musil: escritor austríaco, autor do célebre O homem sem qualidades (2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989). (Nota da IHU On-Line)
[12] Norbert von Hellingrath (1888-1916): foi um estudioso literário alemão, cuja principal contribuição para estudos literários é a primeira edição completa das obras do poeta Friedrich Hölderlin. (Nota da IHU On-Line)
[13] William Shakespeare (1564-1616): dramaturgo inglês. Considerado por muitos como o mais importante dos escritores de língua inglesa de todos os tempos. Como dramaturgo, escreveu não só algumas das mais marcantes tragédias da cultura ocidental, mas também algumas comédias, 154 sonetos e vários poemas de maior dimensão. (Nota da IHU On-Line)
[14] Károly Kerényi ou simplesmente Karl Kerényi (1897-1973): foi um filólogo clássico e um dos estudiosos mais influentes dos estudos modernos da mitologia grega e da mitologia romana ou da religião antiga em geral. Viveu a primeira fase da sua vida na Hungria antes de se exilar definitivamente na Suíça em 1943. Momento em que abandona o húngaro e adota definitivamente a língua alemã (a língua mais usada pela comunidade científica no seu tempo). (Nota da IHU On-Line)
[15] Jean Laplanche (1924-2012): foi um psicanalista francês. Em 1947, começou uma cura psicanalítica com Jacques Lacan. Seguindo o seu conselho, Laplanche começou uma formação médica antes de iniciar sua formação analítica. Foi interno dos Hospitais psiquiátricos e defendeu sua tese de medicina em 1959, tese que foi publicada em 1961 com o título que se tornou quase um paradigma: “Hölderlin e a questão do pai”. Foi laureado com o doutor honoris causa da Universidade de Lausana, da Universidade de Buenos Aires e da Universidade de Atenas, além de ter sido eleito cavaleiro das Artes e Letras e laureado do Mary S. Sigourney Award. (Nota da IHU On-Line)
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