Ônibus e tomate deixam inflação perto de zero em julho, diz IBGE

07/08/2013 11h29 – Atualizado em 07/08/2013 12h03

Todos os transportes públicos tiveram em queda em julho.
Tomate acumulou queda de 20,92% em 12 meses.

 

Evolução mensal do IPCA (Foto: Editoria de Arte/G1)

A redução nas passagens de ônibus urbanos nas principais cidades do país por conta das manifestações foi o principal resposável por deixar a inflação de julho próximo de zero. Com uma queda em julho de 3,32% em relação a junho, as passagens dos ônibus urbanos tiveram peso de -0,09 ponto percentual, puxando para baixo o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, e marcou em julho 0,03%.

Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Coordenação de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou o IPCA nesta quarta-feira (7), todos os transportes públicos tiveram em queda em julho, além dos ônibus urbanos: trem, – 4,13%; ônibus intermunicipal, -1,69%; e metrô, -4,97%.

Com o resultado de julho, segundo o IBGE, o IPCA acumulado no ano ficou em 3,18% e, em 12 meses, em 6,27% – voltando para dentro da meta de inflação do governo federal, que permite o IPCA oscilar entre 2,5% e 6,5%. A previsão do mercado financeiro, conhecida por meio do boetim Focus, do Banco Central, é de que IPCA feche 2013 em 5,75% e 2014, em 5,87%.

A queda no preço das passagens ainda poderá influenciar o IPCA de agosto uma vez que os reajustes para baixo em Porto Alegre (-1,78%) e Belo Horizonte (-5,60%) aconteceram e julho, disse Eulina.

Também os veículos próprios tiveram queda de preços: o caro usado caiu 0,37% e o novo reciou 0,29%, segundo Eulina, devido à proximidade da chegada dos novos modelos 2014. O seguro de automóvel também caiu (-1,84%), assim como a gasolina (-0,23%) e o etanol (-0,55%). A boa safra da cana-de-açúcar influecia também o preço do etanol e da gasolina que tem 25% de etanol em sua composição.

Outra queda no grupo de produtos não alimentícios foi no vestuário. Os preços caíram por conta das liquidações.

Tomate deixa de ser vilão
Depois das passagens, o item quem mais puxou para baixo o IPCA foi o tomate, que teve recuo de 27,25% em julho, acumulando em 12 meses queda de 20,92%. O tomate respondeu por um impacto na inflação  de -0,08 ponto percentual. Outras quedas importantes no mês nos alimentos foram cebola (-10,90%), feijão carioca (-0,46%), e  batata inglesa (-4,87%), sempre por conta da boa safra. Em julho de 2012, o tomate ficou 50,33% mais caro no país, e era o vilão da inflação.

As principais altas nos alimentos ficaram com o feijão preto, que sofre com problemas de safra e registrou alta de 5,58% em julho, acumulando alta de 22,97% em 12 meses, e a cerveja (2,86%) e a farinha de trigo (1,33%), que tiveram o impacto do câmbio sobre os importados.

O maior impacto para cima ficou com o salário dos empregados domésticos, com alta de 1,45%, e impacto de 0,06 pontos percentuais na inflação de julho. Em 12 meses, esse item registrou aumento de de 11,41% devido à pouca oferta de profissionais e à alta demanda.
“O salário vem aumentando acima do salário mínimo e a legislação valorizou o saláro das faxineiras”, explicou Eulina.

O IPCA de agosto, segundo Eulina, terá o impacto do aumento de 5,36% na tafira do táxi em Recife, que vigora desde 8 de julho, e de 8,64% nas tarifas de energia elétrica em Curitiba, que entrou em vigor em 7 de julho.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s