Agora crítico do Mais Médicos, Serra firmou convênio com Cuba em 2002

OUTROS TEMPOS

Ministro de FHC trouxe 210 médicos, 40 enfermeiros e oito técnicos cubanos para hospitais públicos da região de Tocantins. Agora, afirma que proposta de Dilma é ‘destemperada’ e um ‘tiro no pé’
por Cida de Oliveira, da RBA publicado 17/07/2013 17:09, última modificação 17/07/2013 17:20
 
ELZA FIÚZA/ARQUIVO ABR
SERRA

Serra apareceu ontem no Congresso para debater temas nacionais com senadores

São Paulo – Durante visita aos senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) para discutir temas nacionais, ontem (16), em Brasília, o tucano José Serra criticou a proposta do governo federal para reduzir o déficit de médicos no interior do país. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ex-ministro da Saúde de FHC, que perdeu a eleição presidencial para Dilma Rousseff em 2010, classificou como “destemperada” e “um tiro no pé, é um tiro de canhão, não é um tiro de revólver” a proposta do programa Mais Médicos.

Ele não poupou críticas à contratação de médicos de fora do país e, segundo o jornal, afirmou que “o Brasil tem o número de médicos adequado” e que “o que tem de errado é a distribuição dos médicos pelo país”.

Enquanto ministro, José Serra pensava diferente. “Não só defendia a entrada de médicos estrangeiros como os trouxe para diversas regiões”, disse o médico e professor de Medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFTO) Neilton Araujo de Oliveira. “O estado do Tocantins recebeu mais de 100 cubanos, que depois de alguns anos tiveram o contrato revogado por uma ação do Ministério Público.”

Em janeiro de 2002, o Ministério da Saúde, juntamente com o governo do Tocantins, firmou convênio com o Ministério da Saúde de Cuba para a contratação de 210 médicos, 40 enfermeiros e oito técnicos cubanos para hospitais públicos da região. O chefe da pasta era José Serra.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo de 26 de maio de 2003, havia 53 médicos cubanos com registro no Conselho Regional de Medicina daquele estado, mas 150 trabalhavam sem registro. Todos chegavam a ganhar R$ 10 mil por mês, sem concurso público, o que teria levado o Ministério Público do Trabalho de Tocantins a investigar as contratações.

O então secretário estadual da Saúde, Henrique Furtado, chegou a afirmar que o convênio com Cuba foi feito porque faltam profissionais brasileiros para trabalhar no interior. Os médicos cubanos já estavam instalados em Tocantins antes de o convênio ter sido firmado. Ainda segundo o jornal, desde 1998 o estado optou pela contratação desses profissionais.

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