Grafeno pode aumentar em 100 vezes velocidade da Internet

 

Enviado sex, 12/07/2013 – 16:39 por mario.bentes

Jornal GGN – Pesquisadores do departamento de Física das Universidades de Bath e de Exeter anunciaram que testes feitos com grafeno para a criação de cabos de telecomunicações resultaram em velocidades de resposta de dados que chegam a ser cem vezes maiores do que os sistemas atuais. A pesquisa com os resultados que podem revolucionar as telecomunicações e o acesso à internet, foram publicadas na revista científica Physical Review Letters.

O grafeno é uma folha feita de átomos de carbono, com apenas um átomo de espessura – resultado dos avanços no campo da nanotecnologia. Apesar de extremamente fino, o grafeno é muito forte. De acordo com os cientistas, seria necessário um elefante, equilibrado sobre um lápis, para romper uma única folha. A resistência não impede que o material seja, ao mesmo tempo, leve, flexível e altamente condutor de calor.

A estrutura atual de transmissão de dados em todo o mundo é formada por dispositivos como fibras ópticas e lasers, além de fotodetectores. Os sinais são enviados por fótons com comprimentos de onda infravermelhos e processados por interruptores ópticos, que, por sua vez, convertem os sinais em uma série de impulsos de luz. Toda essa rede, segundo os pesquisadores, responde à taxa de alguns picossegundos – o equivalente a um trilionésimo de segundo.

Múltiplas aplicações

As pesquisas mostraram que interruptores óticos que usam camadas de grafeno ampliam a capacidade de resposta “em cerca de uma centena de femtosegundos”, valor pelo menos cem vezes mais rápido do que os materiais atuais. “Usando algumas camadas de grafeno, vimos uma taxa de resposta ótica ultrarrápida, que tem aplicações interessantes para o desenvolvimento de componentes óptico-eletrônicos de alta velocidade baseados em grafeno. Essa resposta rápida ocorre na parte infravermelha do espectro eletromagnético, no qual muitas aplicações podem ser feitas para medicina, telecomunicações e segurança”, afirma o pesquisador Enrico Da Como. 

“Quanto mais descobrimos sobre o grafeno, mais notáveis suas propriedades parecem ser. Essa pesquisa mostra que o material também possui propriedades ópticas únicas, que poderiam encontrar novas aplicações importantes”, complementa o professor Simon Bending, também da universidade.

Os pesquisadores acreditam que, no longo prazo, o estudo também poderia levar ao desenvolvimento de lasers de “cascata quântica”, feitos a partir de grafeno. Esse tipo de equipamento é um potente semicondutor utilizado não só para monitorar índices de poluição, como também tem aplicações em questões envolvendo segurança e até espectroscopia.

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